Constante Serventia II

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mudo cegamente constantemente
Surdo eu finjo que escuto tudo
Sem sentir o gosto digo que gosto assim mesmo

Mudanças equivocadas que colocam na tua boca
Equívoco que colocas-te em minha boca
Maltrapilho se tornou o que era antes

Fez a volta na roda
E continuou sem rodar
Continuou a brincadeira

Fez sonho de criança
Realizou as mentiras que nem dele eram
E mentiu sem saber o porque

Finalmente acordou do sonho
Saiu da roda e começou a rodar
Limpou a poeira e jogou a água no ar

Faz de tuas palavras marcação
Que não mentem nem desmentem
Nem tampouco podem dizer o que quer ou o que não

Ouviu
Falou
Sentiu

Chega de contenções
Chega de ilusões
Quero é o sol brilhando na minha face
Quero é a chuva molhando e lavando o corpo
Quero é sentir o vento balançar os cabelos
Quero é amar
Porque querer amar
É querer viver

Sorteado

tudo é inefável
tudo pode se tornar efêmero
coisa essas parecem até conjurado
que habitam lugar inóspito
nos trazendo verdadeiros sortilégios
de grandes desejos subterrâneos
fazendo da grande complacência
algo completamente insípido

Passa o tempo com a hora
Hora com minutos passa
Passa com segundos e para
Nem parece que virou

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

mesmo não sendo inteiro, ele ainda se mantém claro

Teorema

sábado, 27 de novembro de 2010

Não podendo existir nada disso
O que nos resta?

Resta o que nos fazemos
Mas o que fazemos, as vezes fazemos por tal

Faça o queres já dizia o poeta
Faça o que tentas, já esse

Fazendo o procurado
Fazendo os desabrigados

Os desabrigados dos sonhos
Fazendo da noite sua casa

A noite é sua casa
Ela é tua alvorada

Aquela fonte modificada
Sua fonte de inspiração

Salvemo-nos da grande desgraça
Salvemo-nos no amor

Algo que floresce cada dia mais
Algo que floresce e de repente se vai

Não sei o que dizer
Mas quem vai saber o que pensei?

Agora sou um soldado que pede
Que pede algo em troca

Eu não queria lutar pelo desnecessário
Só queria algo que valesse a pena

Algo que me valesse
Algo que me acobertasse

Sei que foi assim
Meio distraído, foi como recebi

E nada fiz pra isso
Apenas soube que nada precisava provar

E sempre sabendo que não precisava
Não preciso saber de nada

As vezes ninguém vê
E todos sabem que é lindo

Escassez

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Se entregar demais
Entregar e empregar
Só lembrando como era
Só vivendo
Assim se pode fazer
Viver o entregar
E empregar o viver