sábado, 7 de novembro de 2009

A música tem o poder de revolucionar o ser!
Seja a sua música
Sinta o seu ser
E cante a melodia da sua vida a plenos pulmões
Confira.

O Piano e o Velho

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Para leigos, letárgicos, lúdicos, lamúriosos, loucos e lindos
Também para feios, falhos, fortes, fracos, famintos e familiares
Digo as palavras sem sentido que entram em sua mente sem sentido e saem como um provérbio de sua boca, deixando no ar essa frase:


Em cima do piano tem um copo de veneno, e cabe a nós, bebê-lo ou não.


Sinta o som das palavras em sua boca, repita para afixar em sua mente e pense, pense em algo, apenas pense e deixe soar em sua mente, enquanto sorri.

Conversa de Amigos (Sobre a Morte)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A morte que virá amanhã
Pode ser na mordida da maçã
Morte que me atinge todos os dias
Como antes com tudo que me abatia
Sendo um anjo ou um demônio
Não sei se estou no caminho errôneo
Seguindo o caminho do sonho
Vejo-me agora com um olhar medonho

Morte o que se passa com você?
Porque não nos deixa viver?
Talvez porque não saibamos
Ou talvez porque roubamos
Mas mesmo assim morte
Saiba que temos sorte
Sorte de poder viver livre e tranquilo
E de poder escutar o cantar do grilo

Ó morte que és fascinante
Não necessitas vir tão berrante
Venha com o negro vestido
Ou apenas com o branco amigo
Porque melhor pelas mãos do amigo morrer
Do que pelas mãos do inimigo sofrer
Venha conversar de vez em quando
Para que eu saiba como será o encanto

Venha-me ó morte, quando não tiver sorte
Porque assim posso escapar de ti ó morte
Mas não temo tua foice em meu peito
Apenas que não estejas comigo em meu leito
Que não me traga lugares equidistantes
Apenas apareça como um simples quitante
E me venha com aquele olhar tranquilo
Pra que eu possa ir com as mãos de um amigo

Troca de Amores

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quando olhei tudo a se esvair
Tudo que quis foi ver o mundo cair
Mas logo retornei os sentidos
E mais uma vez me privei de sofrimentos antigos

Quando olhei em teus olhos a dor que causei
Não me veio a pergunta se foi eu que errei
Olhando tudo em volta, mais uma vez eu percebo
Que a lua no céu agora se vai muito cedo

A lua me disse que não pensava mais em mim
E percebi que o amor tem um fim
Não um fim de maldade e compaixão
Mas sim um aprendizado de paixão

A fumaça que trago corta a minha garganta
Confundindo-a com uma espinhenta planta
Os olhos abertos e iluminados enchem de água
Mas nada me valem, só trazem mágoa

Quando a lua voltou, me perdi de vez
Não aguentei olhar aos olhos mais uma vez
Senti-me inválido e perante o inimigo
Mas levantei-me e tirei-lhe o abrigo

Orquestrando cada ponto com um grande canto
Fazendo padecer de todo encanto
Olhando o sol então brilhei
E à minha mente voltei

Olhei em ti e em tudo
Quase dando uma volta ao mundo
Não me perdendo na escuridão
Mas apenas escondendo um coração

Medos e Amores

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

E ela denovo entrou sorrateiramente no quarto escuro, apenas iluminado por uma vela, que deixava aquele quarto de paredes de madeira e chão de azulejo frio parecer um lugar sombrio, tal como uma casa assombrada. Ela entrou, calmamente, friamente, com tudo calculado em sua mente meticulosa, sem medo do que lhe fosse acontecer.
Entrou no quarto escuro onde se podia enxergar um homem ao canto, sentado, cabisbaixo, parecendo ler algo que o fazia ter expressões indagadoras.
Entrando naquele quarto, despercebida, ela foi se aproximando do jovem rapaz com tenacidade. E segurando um pequeno papel, recitou as palavras para o homem no canto do quarto.
Ele de início não entendeu as palavras proferidas por ela, mas logo retomou aos sentidos e escutou mais uma vez as palavras que saiam calmamente da boca daquela loira, jovem e de olhos azuis.
Logo que ouviu aquelas palavras, se sentiu atordoado por tal atrevimento e logo tratou de levantar-se rapidamente e tentar fazer com que ela se calasse, mas nada conseguiu. As palavras proferidas por ela, agora estavam no ar, dançando no vento, ecoando por todo aquele quarto escuro, eis então que de repente a vela se apaga.
Escuta-se o barulho de algo caindo. O homem cabisbaixo acende outra vela e depara-se com a mulher loira na sua frente, estendida no chão, morta. E então se recorda das palavras proferidas por ela e se lembra de tudo. Palavras essas que não deveriam ser ditas nem pelos mais sábios. Foi com esse pensamento que o homem que lia seu livro quieto no canto, viu. Viu que o que acabara de fazer, era pura e simplesmente, matar por amor. Matar pelo amor. Pois não podia ouvir o amor sendo assassinado do jeito que aquela jovem moça fizera. Não podia.

Ego Humanizado

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Descubra a mentira e refaça-a
Seja inescrupuloso e tenha orgulho disso
Não pense duas vezes, faça por impulso
Seja ridículo e não sinta vergonha
Esqueça os outros, seja mais individualista
Acumule fortunas, quem não tem não merece
Grite, falar baixo é para fracos
Xingue já que não temes nada
Faça o que quiser, você é a própria lei
Mande e desmande, elas te obedecem
Bata, pois assim saberão quem você é
Nunca chore ou demonstre fraqueza
Seja frio como um iceberg e não fale mais nada
Não faça o bem e espere que venham até você
Queime tudo que deixou para trás, o passado nos prende
Passe por cima dos fracos, eles merecem ser pisados
E faça tudo denovo, sem se preocupar com nada
Porque tudo o que se pensa pode ser esquecido

Outono

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saber quando ir embora e quando voltar
Como um pássaro que se banha na chuva
Noites passam com a luz do luar
Esmagando os vermes que vão me consumindo
Em dias em que passo sempre fingindo
A felicidade que me consome como solidão

Pegue a carta que deixei embaixo do assoalho
Não pense que tens o único sentimento
De dor e lamento

O sol que nasce, bate na minha janela
E faz o tempo passar como uma bala

Chega o outono e as folhas agora todas no chão
Onde o fundo se torna o sentido
E o vácuo denovo me deixa sem o som
E é quando as lágrimas limpam o sangue derramado
Para denovo verem o estrago

Todos neurônios mostram como são
Cada um com tal e um só vilão
Mas sempre como sendo, sempre como sendo
E não uma única vez como ser
Fazendo o coração parar, apenas para deixar bater