sábado, 7 de novembro de 2009
A música tem o poder de revolucionar o ser!
Seja a sua música
Sinta o seu ser
E cante a melodia da sua vida a plenos pulmões
Confira.
A música tem o poder de revolucionar o ser!
Seja a sua música
Sinta o seu ser
E cante a melodia da sua vida a plenos pulmões
Confira.
Para leigos, letárgicos, lúdicos, lamúriosos, loucos e lindos
Também para feios, falhos, fortes, fracos, famintos e familiares
Digo as palavras sem sentido que entram em sua mente sem sentido e saem como um provérbio de sua boca, deixando no ar essa frase:
Em cima do piano tem um copo de veneno, e cabe a nós, bebê-lo ou não.
Sinta o som das palavras em sua boca, repita para afixar em sua mente e pense, pense em algo, apenas pense e deixe soar em sua mente, enquanto sorri.
Quando olhei tudo a se esvair
Tudo que quis foi ver o mundo cair
Mas logo retornei os sentidos
E mais uma vez me privei de sofrimentos antigos
Quando olhei em teus olhos a dor que causei
Não me veio a pergunta se foi eu que errei
Olhando tudo em volta, mais uma vez eu percebo
Que a lua no céu agora se vai muito cedo
A lua me disse que não pensava mais em mim
E percebi que o amor tem um fim
Não um fim de maldade e compaixão
Mas sim um aprendizado de paixão
A fumaça que trago corta a minha garganta
Confundindo-a com uma espinhenta planta
Os olhos abertos e iluminados enchem de água
Mas nada me valem, só trazem mágoa
Quando a lua voltou, me perdi de vez
Não aguentei olhar aos olhos mais uma vez
Senti-me inválido e perante o inimigo
Mas levantei-me e tirei-lhe o abrigo
Orquestrando cada ponto com um grande canto
Fazendo padecer de todo encanto
Olhando o sol então brilhei
E à minha mente voltei
Olhei em ti e em tudo
Quase dando uma volta ao mundo
Não me perdendo na escuridão
Mas apenas escondendo um coração
E ela denovo entrou sorrateiramente no quarto escuro, apenas iluminado por uma vela, que deixava aquele quarto de paredes de madeira e chão de azulejo frio parecer um lugar sombrio, tal como uma casa assombrada. Ela entrou, calmamente, friamente, com tudo calculado em sua mente meticulosa, sem medo do que lhe fosse acontecer.
Entrou no quarto escuro onde se podia enxergar um homem ao canto, sentado, cabisbaixo, parecendo ler algo que o fazia ter expressões indagadoras.
Entrando naquele quarto, despercebida, ela foi se aproximando do jovem rapaz com tenacidade. E segurando um pequeno papel, recitou as palavras para o homem no canto do quarto.
Ele de início não entendeu as palavras proferidas por ela, mas logo retomou aos sentidos e escutou mais uma vez as palavras que saiam calmamente da boca daquela loira, jovem e de olhos azuis.
Logo que ouviu aquelas palavras, se sentiu atordoado por tal atrevimento e logo tratou de levantar-se rapidamente e tentar fazer com que ela se calasse, mas nada conseguiu. As palavras proferidas por ela, agora estavam no ar, dançando no vento, ecoando por todo aquele quarto escuro, eis então que de repente a vela se apaga.
Escuta-se o barulho de algo caindo. O homem cabisbaixo acende outra vela e depara-se com a mulher loira na sua frente, estendida no chão, morta. E então se recorda das palavras proferidas por ela e se lembra de tudo. Palavras essas que não deveriam ser ditas nem pelos mais sábios. Foi com esse pensamento que o homem que lia seu livro quieto no canto, viu. Viu que o que acabara de fazer, era pura e simplesmente, matar por amor. Matar pelo amor. Pois não podia ouvir o amor sendo assassinado do jeito que aquela jovem moça fizera. Não podia.