quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Chega de contenções
Chega de ilusões
Quero é o sol brilhando na minha face
Quero é a chuva molhando e lavando o corpo
Quero é sentir o vento balançar os cabelos
Quero é amar
Porque querer amar
É querer viver

Sorteado

tudo é inefável
tudo pode se tornar efêmero
coisa essas parecem até conjurado
que habitam lugar inóspito
nos trazendo verdadeiros sortilégios
de grandes desejos subterrâneos
fazendo da grande complacência
algo completamente insípido

Passa o tempo com a hora
Hora com minutos passa
Passa com segundos e para
Nem parece que virou

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

mesmo não sendo inteiro, ele ainda se mantém claro

Teorema

sábado, 27 de novembro de 2010

Não podendo existir nada disso
O que nos resta?

Resta o que nos fazemos
Mas o que fazemos, as vezes fazemos por tal

Faça o queres já dizia o poeta
Faça o que tentas, já esse

Fazendo o procurado
Fazendo os desabrigados

Os desabrigados dos sonhos
Fazendo da noite sua casa

A noite é sua casa
Ela é tua alvorada

Aquela fonte modificada
Sua fonte de inspiração

Salvemo-nos da grande desgraça
Salvemo-nos no amor

Algo que floresce cada dia mais
Algo que floresce e de repente se vai

Não sei o que dizer
Mas quem vai saber o que pensei?

Agora sou um soldado que pede
Que pede algo em troca

Eu não queria lutar pelo desnecessário
Só queria algo que valesse a pena

Algo que me valesse
Algo que me acobertasse

Sei que foi assim
Meio distraído, foi como recebi

E nada fiz pra isso
Apenas soube que nada precisava provar

E sempre sabendo que não precisava
Não preciso saber de nada

As vezes ninguém vê
E todos sabem que é lindo

Escassez

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Se entregar demais
Entregar e empregar
Só lembrando como era
Só vivendo
Assim se pode fazer
Viver o entregar
E empregar o viver

Passado Presente

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lembra daquele beija-flor que tava sempre aqui na porta?
E que há tempos não aparecia mais?
Ele voava sumido por aí
Falaram que tava em outras flores
Mas hoje eu vi
Ele voltou
Tava aqui, planando pra frente e pra trás
Saciando-se na água doce
Voltou a voar com tuas asas
Que não param
Voando mesmo, feliz
Voltou a voar plenamente
Beija-flor bonito, amor
E lembrei-me de ti
Quando me dizia do futuro
Falava bonita
Mas agora tu já voaste
E eu parei aqui e vi
O voo do beija-flor
E vi que voava também
Voava além de quebra-mar
Mas não me perdia
Novo
Novo coração
Voando
Não perdido
Compromisso
Era isso, amor
Era isso
Que bom
Tu tens a virtude
Mostraste-me
E agora avoa
Amor, voa!
Voa que eu voo também
E voamos, sempre!
Sempre voando
Vai voando
Planando
Que o beija-flor
Continua a beber da doce água