quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Chega de contenções
Chega de ilusões
Quero é o sol brilhando na minha face
Quero é a chuva molhando e lavando o corpo
Quero é sentir o vento balançar os cabelos
Quero é amar
Porque querer amar
É querer viver
Chega de contenções
Chega de ilusões
Quero é o sol brilhando na minha face
Quero é a chuva molhando e lavando o corpo
Quero é sentir o vento balançar os cabelos
Quero é amar
Porque querer amar
É querer viver
tudo é inefável
tudo pode se tornar efêmero
coisa essas parecem até conjurado
que habitam lugar inóspito
nos trazendo verdadeiros sortilégios
de grandes desejos subterrâneos
fazendo da grande complacência
algo completamente insípido
Não podendo existir nada disso
O que nos resta?
Resta o que nos fazemos
Mas o que fazemos, as vezes fazemos por tal
Faça o queres já dizia o poeta
Faça o que tentas, já esse
Fazendo o procurado
Fazendo os desabrigados
Os desabrigados dos sonhos
Fazendo da noite sua casa
A noite é sua casa
Ela é tua alvorada
Aquela fonte modificada
Sua fonte de inspiração
Salvemo-nos da grande desgraça
Salvemo-nos no amor
Algo que floresce cada dia mais
Algo que floresce e de repente se vai
Não sei o que dizer
Mas quem vai saber o que pensei?
Agora sou um soldado que pede
Que pede algo em troca
Eu não queria lutar pelo desnecessário
Só queria algo que valesse a pena
Algo que me valesse
Algo que me acobertasse
Sei que foi assim
Meio distraído, foi como recebi
E nada fiz pra isso
Apenas soube que nada precisava provar
E sempre sabendo que não precisava
Não preciso saber de nada
As vezes ninguém vê
E todos sabem que é lindo
Se entregar demais
Entregar e empregar
Só lembrando como era
Só vivendo
Assim se pode fazer
Viver o entregar
E empregar o viver
Lembra daquele beija-flor que tava sempre aqui na porta?
E que há tempos não aparecia mais?
Ele voava sumido por aí
Falaram que tava em outras flores
Mas hoje eu vi
Ele voltou
Tava aqui, planando pra frente e pra trás
Saciando-se na água doce
Voltou a voar com tuas asas
Que não param
Voando mesmo, feliz
Voltou a voar plenamente
Beija-flor bonito, amor
E lembrei-me de ti
Quando me dizia do futuro
Falava bonita
Mas agora tu já voaste
E eu parei aqui e vi
O voo do beija-flor
E vi que voava também
Voava além de quebra-mar
Mas não me perdia
Novo
Novo coração
Voando
Não perdido
Compromisso
Era isso, amor
Era isso
Que bom
Tu tens a virtude
Mostraste-me
E agora avoa
Amor, voa!
Voa que eu voo também
E voamos, sempre!
Sempre voando
Vai voando
Planando
Que o beija-flor
Continua a beber da doce água